Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Aprovei-to este fim de tarde
Para apanhar algum ar fresco.
O dia até nem está excelente,
Ao longe vêem-se nuvens escuras.

E eu caminho em direcção a elas,
Ou será o contrário?
Já não tenho noção de nada,
Só sei que caminhamos em direcções opostas.

O vento sopra, com força…
A chuva que temo ameaça cair,
Mesmo assim contínuo,
Nada consciente do que poderá suceder.

O vento é tão forte
Que tenho dificuldades em continuar.
Vejo as pétalas das flores
Serem levadas por uma rajada bem forte.

Pouco depois as primeiras gotas
Seguidas das segundas e de muitas outras.
Chove abundantemente.
Estranho até o gosto que tenho por esta chuva.

É uma chuva libertadora.
Chuva que esclarece os meus pensamentos,
Vem alimentar as raízes da minha ambição,
Do querer que me consome constantemente.

A chuva passou, e o vento com ela.
O sol teima em se esconder,
Mas não será por muito mais tempo,
Pois a seguir à tempestade, a bonança virá.

O sol revitaliza tudo onde incide,
Toda a natureza resplandece alegria.
Surge até um arco-íris
Que a não ser ouro é com certeza magia.

Tudo isto num instante.
Mais instantes idênticos acontecerão
Mas, com muita pena minha
Muitos não as poderão vivenciar.


Publicado por Sandro M. Gomes às 21:22
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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