Quarta-feira, 11 de Junho de 2008


Sinto-me tão só...


Eu e esta estranha sensação de barulho ensurdecedor,
Eu e esta nítida impressão de que falta algo acontecer,
Eu e esta estranha prisão da alma no corpo,
Eu e a minha respiração aprisionada,
À mercê do destino e da efemeridade do tempo.


Sinto-me tão só...


Todos os eixos da alma, frágeis,
Já não aguentam a força insuportável
Da dor e do sofrimento extravasados pela paixão,
Vazam já, emoções, desordenadas,
Encharcando a minha vida como a chuva o costuma fazer.


Sinto-me tão só...


Desisto de mim mesmo, sem resistência
Deixo que tudo saia, deixo encharcar, deixo inundar
Solto-me totalmente, em passiva concordância
Enquanto à minha volta, o vento que passa
Grita bem baixinho:


Amar...
Amar...
Amar...



Publicado por Sandro M. Gomes às 21:22
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
mais sobre mim
Junho 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

16
19
20

22



pesquisar neste blog
 
blogs SAPO