Quinta-feira, 26 de Junho de 2008


Tenho dias em que dou por mim
Sozinho, a pensar na vida.
E, muito sinceramente
Não encontro soluções aparentes.
Como é possível?
É que nem posso compreender:
Mal saímos do ventre da nossa mãe
Começamos aí mesmo, a morrer.
Depois de uma chegada gloriosa
Vem uma partida angustiante.
Não existe nada neste mundo
Que não envolva uma grande perda.


Sei lá, já não sei nada.
A vida é uma grande (des)ilusão
Sei lá, já não sei nada.
Só sei que a vida tem sempre razão.


Nem nós sabemos, sequer,
Que males esperam por nós.
Encobrem-se perante nós e
Fazem-nos até esquecer,
Que coisa alguma renasce
Antes mesmo que se acabe ela mesma.
E o sol que nasce todas as manhãs
Tem de anoitecer também.
De nada adianta esperar,
Ficar sempre à espreita de algo, pois,
A hora do “sim” chegar
É quando houver um descuido do “não”.


Sei lá, já não sei nada.
Sei, apenas, que preciso de paixão.
Sei lá, já não sei nada.
Apenas que a vida tem sempre razão.


Publicado por Sandro M. Gomes às 22:56
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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