Domingo, 18 de Maio de 2008


No horizonte brilha uma estrela
Completamente envolta pela solidão
Uma estrela mórbida, mas luzidia
Que vence as trevas maliciosas.


No horizonte chora uma mulher
Iluminada pela luz dessa estrela.
Uma mulher nostálgica e isolada
Que vê na luz da estrela a salvação.


Os seres humanos inventaram Deus
Como um Ser que a tudo ocorre.
Mas eu digo-vos que esse Deus é fantasia,
Uma mentira dita por palavras repetidas.


Deus nem sequer é capaz de nos salvar,
De nos iluminar com a sua falsa sabedoria,
De carregar esta cruz de sofrimento,
De olhar por nós e para nós.


Perdoem-me, mas Deus somos nós.
Nós que sorrimos, choramos…
Nós que, enfim, nos matamos
Na ânsia de atingir o impossível.


Nesta correria desmedida,
Temos ainda tempo para olhar os amigos
Que necessitam por vezes de ajuda.
Ajudamo-los de bom grado.


Outros tudo fazem para nos verem cair
Chegam a puxar-nos para trás se preciso for.
Passam por cima de nós, pisando-nos,
Enfim, almas completamente desgraçadas.


Mas a estrela estará lá
A mulher lhe fará também companhia
E eu, eu partirei…
Partirei quando mais nada me motivar.


Deixarei tudo para trás.
Os amigos levá-los-ei no pensamento, uns;
Outros, no coração.
Quanto ao resto, nada me fará falta.



Publicado por Sandro M. Gomes às 23:31
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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