Domingo, 03 de Agosto de 2008

O sol, um pouco fora do seu tempo de chegada
Cobre o corpo da amada.
Doura-lhe a pele macia, sedosa,
Enquanto ela, radiante, sol se torna.

E mais ainda, deixa que a brisa atinja
O seu doce rosto e os seus cabelos
De modo que eu, ao ver tal tela pintada
Não me impeço de a querer alcançar.

E consigo, encaro o Sol como adversário
Ao mesmo tempo que, num desabafo,
Peço-lhe que renuncie esses raios de luz.

E arriscando neste jogo perigoso...
Para a proteger, decido cobrir a amada
Com a espessa sombra do meu corpo em fogo.


Publicado por Sandro M. Gomes às 15:32
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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