Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008


As tuas lágrimas, querida,
Despedaçam a alma minha,
Ardem na pele que me encobre,
São a dor mais profunda,
A morte mais lenta,
O sofrimento insuportável
Que me destrói.

Lágrimas não,
Minha querida.

As tuas lágrimas
São gritos que me agitam,
Que vejo sair do teu peito
Que eu beijo
Como quem toca maravilhas.

As tuas lágrimas
São o terrível castigo
Que eu não mereço.
Fazem-me sentir
Indigno de ti
Que me dás tanto amor.

Lágrimas não.
Elas desfazem-me.
E eu quero viver
Para te amar eternamente.


Publicado por Sandro M. Gomes às 22:09
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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