Terça-feira, 20 de Maio de 2008


Então, não me digas que perdeste também a fé.
E eu que nunca a deveria ter perdido.
Mas não te esforces mais, não,
E se estiveres a ouvir o que te digo,
Não respondas.


Neste momento uso um colete à prova de balas,
Estou com todas as janelas fechadas.
Irei fazer o melhor que puder,
Conto ver-te muito em breve
Na lente de um telescópio,
Quando tudo o que fazem é admirar o teu brilho,
Ver-te-ei em breve.


Então, foi por ti que eles vieram à minha procura,
Eles viram em mim uma ameaça.
Mas não te esforces tanto, para nada,
E se estiveres a ouvir isto também,
Não respondas.


Eu já perdi a fé,
Aquela mesma que fez, numa outra obra,
Levantar uma enorme máquina voadora.
Eu perdi-a, perdi-a, perdi-a…



Publicado por Sandro M. Gomes às 21:30
Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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