Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

A noite está aprisionada na janela aberta,
Uma rua perdeu-se na obscuridade lá embaixo,
Não existe esta rua - é um quelho surrealista
que escapou de alguma tela louca que não vi.

Escuto o meu coração luminoso e solitário
Com a sua música estranha de instrumento bêbado,
No reflexo, meu olhar: duas chamas de estrelas,
Não sei se é o vento, sei que há música na noite.

Há música no quarto, nos cortinados, música
Nos meus cabelos despenteados, nos meus dedos,
No meu vulto, entra e sai pela janela.

Música indeterminada a encher a solidão:
- estou no ventre da noite a mexer com os meus sonhos,
Escuto o meu coração luminoso e solitário.


Publicado por Sandro M. Gomes às 14:50
Aiin que lindo. Amei
Letícia a 20 de Agosto de 2009 às 15:30

Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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