Sábado, 24 de Maio de 2008


O sol brilha bem lá no alto.
Alimenta quem trabalha esta terra,
Quem a torna fecunda.
O sol, o imperador imortal…


A lua ilumina a noite escura.
Torna presente o gato esfíngico
Que, cuidadosamente, nos telhados
Procura a companhia nocturna.


O sol e a lua amam-se.
Beijam-se constantemente,
Ainda que a grande distância.
A lua é o espelho do sol.


Não são sete sóis nem sete luas.
São um “eu” e um “tu”, metaforicamente
Representados por estes maravilhosos astros.
Eu sou sol, tu és lua.


A realidade faz-nos distantes,
A ilusão, o sonho, junta-nos.
O tempo acaba connosco a cada instante,
Mas não existe espaço para a nossa grandeza.


As nossas vozes cantam em uníssono,
Lágrimas, em sincronia, escapam dos nossos olhos.
Nem divergem os nossos pensamentos…
Pois as palavras que são ditas, essas sim, não chegam.


Quando o sol deixar de brilhar,
A lua deixar de reflectir a sua luz,
O mundo irá terminar também.
Sendo assim, que o seu amor seja eterno….



Publicado por Sandro M. Gomes às 18:46
Não podia deixar de dizer que adorei estas palavras...

Lindissimo ;)
Anónimo a 23 de Novembro de 2008 às 22:27

Uma aventura nada arriscada pelo mundo da poesia. Entra e instala-te, deixa que em ti flua, de modo sensato, o espírito e a inspiração poética.
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